Análise Espaço-Temporal do Excesso de Peso Infantojuvenil no MA
Estudo ecológico de série temporal sobre todos os 9.609.650 acompanhamentos de crianças e adolescentes que o SISVAN registrou nos 217 municípios do Maranhão entre 2014 e 2023. A conclusão é que a média estadual (20,2%) esconde o que importa: os adolescentes puxaram toda a alta (+0,64 p.p./ano) e inverteram de posição, eram o grupo menos afetado em 2014 (18,0%) e passaram a ser o mais afetado em 2023 (22,6%), enquanto as crianças ficaram estáveis. A carga também não se espalha por igual: o Moran I de 0,27 confirma dependência espacial e o LISA identifica 25 municípios Alto-Alto em territórios contíguos, no entorno de Bacabal e Pedreiras e em Chapadinha. O achado técnico mais relevante foi de ingestão: os rótulos dos microdados do SISVAN estão deslocados em uma faixa em relação aos relatórios oficiais, e a leitura intuitiva colocaria os adolescentes em 7,0% em vez de 22,6% — o pipeline aplica a regra por faixa etária e valida contra os relatórios oficiais, abortando se divergir. Submetido ao II EANAPS 2026 (SES-MA / UFMA).